E eu já não sei quem sou e nem para onde vou.
E eu já não sei o que penso nem tão pouco o que sinto.
Perdida ando neste imenso Mar revolto,
que dentro de mim vai crescendo.
Não são rios, nem são lagos,
é o Mar imenso me cercando.
Cai a venda transparente,
que me controla, que me deixa a visão turva...
Corre...
Desata-me as amarras,
liberta este corpo que é teu,
e esta alma quente e fria
que se vai diluindo num choro ardente
comovente, libertador...
E vivo morrendo,
entre a noite e o dia,
entre o Sol e a Lua.
Toma-me em teus braços fortes que são meus,
renasço de novo.
Pois eu já não me pertenço
e o que era, já não sou!!!!
Carla Monteiro 11.03.2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
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Oh Carla, este poema é demais.
ResponderEliminarAi se o Fernando Pessoa o lesse, iria gostar e talvez, quem sabe, imitar-te:-)
Muito bom, adorei o ritmo das palavras, os sentimentos descritos, tem muito potencial...
Continua, que vais longe.